Livros e Literatura

PROFESSOR MOREIRA DE SOUSA E A PRIMEIRA ESCOLA NORMAL RURAL DO BRASIL

Por: CICERA MARIA SILVA



Para se ter uma compreensão acerca da historia da educação no Brasil no período da década de 30 é necessário que se faça uma retrospectiva histórica a partir do autor (VINCENTENT, 2001) que nos remete pensar a escola como um instituição que tem sua ação versada no tempo da sociedade pois segundo ele é influenciador do tempo da escola pois ela passa a ser regida de acordo com o momento social e suas transformações, levando as influências dessas transformações sociais a mudanças também na escola e no seu tempo assim como ocorre no seu cotidiano participando da ordem urbana e dos poderes civis ou religiosos (VINCENT, 2001).
A escola no Brasil na década de 30, no entanto, tem grande relevância neste trabalho, pois nossa problemática reside na importância para que se conheça principais acontecimentos na fundação da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte e seu principal protagonista nesse processo, Joaquim Moreira de Souza no estado do Ceará, já que o conhecimento histórico sobre a fundação desta referida escola é muito discutido no entanto não se discute na historiografia brasileira a participação e a importância do seu fundador. O nosso objetivo principal, assim é fazer um resgate deste na  historiografia cearense partir do ponto de vista social e político.
Recorremos a uma pesquisa em fontes bibliográficas e documentais, buscando apoio na literatura de autores como (VINENT, 2001) e (ALMEIDA, 2005), A reforma educacional no Brasil fez-se necessária para que o mesmo se adequasse a nova ordem mundial,visando a reformulação de acumulação do capital,o que acelera a migração do campo para as cidades e conseqüentemente desenfreia o planejamento urbano desencadeando um processo excludente das populações migratórias. Desse pensamento surge as motivações da criação da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte.
Sentimo-nos motivados a pesquisar esse tema por ser pouco explorado na região e por se tratar do anu lamento total fatos e pessoas que foram a mola principal dos acontecimentos que culminou com a criação da escola que é a sexta conferencia nacional de educação e por não haver uma bibliografia que trate desse tema na linha histórico político social. De acordo com professor Daniel Walker (2013),
Escola Normal Rural, hoje tem o nome de Centro Educacional Professor Moreira de Sousa e quase não tem mais nenhuma identificação com a antiga Escola Normal que tanta glória trouxe à educação em Juazeiro do Norte. Apesar de levar o nome da escola pouco se conhece em Juazeiro do Norte sobre esse ilustre personagem.
Esse estudo será de relevância para esclarecer não só questões políticas com também levar ao conhecimento da sociedade a importância que teve Moreira de Souza  que possa despertar na sociedade de Juazeiro do Norte o interesse em buscar informações de sua participação na luta por uma escola de qualificação de professores com propósito de qualificar o homem do campo o para trabalhar na terra e dela viver e viver com qualidade de conhecimento formação humana e profissional atendendo a grande demanda de mercado a que o Brasil precisava naquele momento de pleno processo de industrialização.
Os elementos apresentados mostrarão, com certeza, uma escola de formação de professores ruralistas que teve sua constituição como espaço de exercício de práticas no meio rural; sendo ainda reconhecida como precursora, inovadora e redentora; um espaço de vivências onde poder-se-á perceber que desejos, sonhos, conflitos e tudo o mais que é humano esteve sempre presente num tentar formar, reformar e disciplinar, ações que foram marcadas por valores de uma época representando na história da educação o período de consolidação de políticas e práticas de formação de professores no Brasil.
É muito importante nos indagar a respeito das coisas porque são como são? E mais interessante ainda planejar e trilhar um caminho que, de uma forma ou de outra, faça-nos entender, questionamentos que nos inquietam. Assim é tratada a realidade da vida os fatos históricos, como é o caso dessa pesquisa. 
Esse planejar um caminho para realizar uma pesquisa significa os caminhos do pensamento e prática exercida na prática da realidade, neste sentido a metodologia ocupa lugar central na realização de uma pesquisa.
Metodologia e concepção teórica não se separam juntas elas formam um conjunto de técnicas essenciais na abordagem de um determinado problema.
Toda pesquisa tem uma intenção e dentro da intencionalidade é que abordamos as técnicas que leva a aquisição dos conhecimentos necessários para a realização de uma pesquisa.
Assim podemos definir qual o eixo epistemológico que se baseia a nossa pesquisa. O Eixo epistemológico interpretativo,é uma pesquisa básica na qual se utiliza fontes bibliográfica e documentais.
Assim a pesquisa quantitativa responde a questões particulares ela se preocupa nas ciênciassociais com nível de realidade que não pode ser quantificado, ou seja, ela trabalha com o universo do significado (MINAYO, 2001, p.21)
Como técnica de organização e análise dos dados utilizaremos, categoria simples de acordo com (MINAYO, 2001).
Porém, como nos afirma GIL (1995, p.53)
Convém lembrar que algumas pesquisas elaboradas a partir de documentos são importantes não porque respondem definitivamente a um problema, mas porque proporcionam melhor visão desse problema ou, então, hipóteses que conduzem à sua verificação por outros meios.
Desta maneira, a pesquisa documental é uma face da história que deve ser compreendida em um contexto mais amplo. A investigação tomará como documentos duas fontes importantes na trajetória da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, quais sejam: o Jornal O Lavrador (1934-1945) e os Anais da Semana Ruralista (1935) (acervo do Prof. Daniel Walker e Renato Cassimiro).

CAPITULO I

ALGUNS ASPECTOS HISTÓRIOGRÁFICOS DOS PLANOS NACIONAIS DE EDUCAÇÃO DO BRASIL DE 1930 A 1980


Este capítulo tem como proposta apresentar os aspectos históricos dos Planos Nacionais de Educação do Brasil, desde a década de 30 (criação do Ministério da Educação) à de 80, limitando-se a destacar as principais características do período em estudo.
A idealização do Plano de Educação teve seu surgimento com os primeiros manifestos, quando introduz a racionalidade científica no campo de ensino, com intuito claro de voltar-se para a manipulação das classes subalternas (contenção social – política do Estado Novo). Em 1961, foi promulgada a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), onde se fez emergir a partir daí as novas concepções para a educação brasileira. No período da história, entre os anos de 1962 e 1985 (época em que ocorreria o Golpe Militar), ocorreram uma série de mudanças bastante significativas na idéia de Planejamento Educacional, que viria a se transformar em um simples instrumento de procedência tecnocrática de raciocínio – concepção tecnicista da educação, sem que a sociedade tivesse qualquer participação no processo educacional.
Os planos para a educação e os Planos Nacionais de Desenvolvimento (PNDs) estavam interligados entre si e ao capitalismo, o qual planeja todos os setores da sociedade, inclusive o planejamento educacional, que tem na redução do índice de pobreza uma de suas principais metas.
Como é sabido, o Brasil é um país marcado por exclusões sociais ao longo de toda a sua história, em qualquer esfera da sociedade: saúde, educação, moradia, entre outros. No processo educacional, encontramos um dos maiores exemplos dessas exclusões, que remonta desde o Brasil colônia, em que o sistema educacional era quase inexistente, já que não havia demanda da estrutura social e de produção, não havendo assim necessidade de uma abordagem escolar.
As escolas jesuítas tinha como funções primordiais a reprodução da ideologia dominante e das relações de dominação, posição de controle que a igreja continuou exercendo ainda no Império e I República, sobre as instituições de ensino, não alterando substancialmente as funções de educação em relação ao período colonial.
Sendo um país capitalista subdesenvolvido, marcado ao longo de sua história por exclusões sociais, com elevada dívida social, seja ela em qualquer plano (educação, saúde, entre outros), o planejamento da educação encontrava-se ainda nesta mesma linha de exclusões sociais, estando inteiramente relacionado ao desenvolvimento da sociedade de toda e qualquer nação do mundo. Também está mais inteiramente ligada ao planejamento do capitalismo, com o plano econômico, pois o desenvolvimento do capital influencia o progresso da educação no tocando no Brasil com o mundo. Calazans (2001, p.13) destaca:
“o planejamento num sistema capitalista não é mais a forma de racionalização da reprodução ampliada do capital; fica, portanto, claro que não é o planejamento que planeja o capitalismo, mas é o capitalismo que planeja o planejamento”.

É interessante ressaltar o significado do termo planejamento no dicionário Aurélio (1986, p. 1343), considerando:

1. Ato ou efeito de planejar. 2. Trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos determinados; planificação: o planejamento de um livro, de uma comemoração. 3. Elaboração, por etapas, com bases técnicas (especialmente no campo sócio-econômico), de planos e programas com objetivos definidos.

Com isso, o planejamento educacional, ou melhor, um Plano Nacional de Educação brasileiro objetiva o desenvolvimento sócio-econômico do país, combatendo a pobreza em todos os setores sociais da nação. A educação tem como uma das metas principais o desenvolvimento social, criando programas para diminuir os índices de pobreza, desigualdade e desemprego. Esse planejamento educacional do país está em total acordo e atrelação/relação com a discussão da questãoeducacional na Nova República que integra as estratégias do I Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND).
É na década de 1930 que surge a idéia de plano no âmbito educacional brasileiro, que segundo Saviani (2002, p.72), “provavelmente a sua primeira manifestação explícita nos é dada pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, lançado em 1932”. Esse “Manifesto” fez um diagnóstico da educação pública brasileira e mostrou o imperativo de se criar um sistema de organização escolar que estivesse de acordo com as necessidades do país, aproximando a idéia de Plano de Educação relacionado com o pensamento de sistema educacional organizado de forma racionalista (lógica), com o conjunto de atividades educativas coerente e eficaz para uma determinada sociedade.
Continuando a periodização do Plano Nacional de Educação, a Constituição Brasileira de 1934 recebeu influência desses primeiros movimentos, ligada ao conceito de Plano, interpretada como um mero método de introdução no campo da educação e da racionalidade científica. No artigo 150 (publicado em 1934), alínea“a” estabeleceu-se como competência da União “fixar o plano nacional de educação, compreensivo do ensino de todos os graus e ramos, comuns e especializados, coordenar e fiscalizar a sua execução, em todo o território do país” (SAVIANI 2002, op.cit. p.73).
Nesta mesma Constituição também se previa um Conselho Nacional de Educação, tendo como principal função elaborar o Plano Nacional de Educação, cujo documento foi formulado pelos conselheiros em 1937. Entretanto, com o advento do Estado Novo, nesse mesmo ano, esse documento acabou por ser deixado de lado. Freitag (1979, p.50), coloca que “a política educacional do Estado Novo não se limita à simples legislação e sua implantação. Essa política visa, acima de tudo, transformar o sistema educacional em um instrumento mais eficaz de manipulação das classes subalternas”.
Dermeval Saviani (2002, op.cit. p.74), destaca que “do ponto de vista da forma, o referido Planocorrespondia ao espírito da Constituição de 1934, já que aí, como se assinalou, a idéia de plano coincidia com as próprias diretrizes e bases da educação nacional”. O conteúdo desse plano afastava-se da idéia dos pioneiros, aproximando-se à orientação que irá predominar no Estado Novo (1937 – 1945). Freitag (1979 op.cit.) destaca sobre esse momento que passou o Brasil da seguinte forma:

Com o auxílio de certos grupos militares (tenentes) e apoiado pela classe burguesa, Vargas assume o poder em 1930, implantando, em 1937, o Estado Novo, com traços ditatoriais. Isto significa que a sociedade política invade áreas da sociedade civil, subordinando-as ao seu controle. É o que ocorrerá com as instituições de ensino. Percebe-se uma intensa atividade do Estado em ambas as instâncias da superestrutura. É criado pela primeira vez, em 1930, um ministério da Educação e Saúde, ponto de partida, segundo Valnir Chagas, para mudanças substanciais na educação, entre outras a estrutura de uma universidade. (FREITAG, 1979 op.cit.p.48)

Neste período de 1930 a 1945, começa a ocorrer intensa participação do Estado na sociedade política e civil  (a Igreja perde importância no campo educacional, visto que passou a ser política de Estado), criando-se no cenário educacional o ministério da educação e a estruturação de algumas Universidades (FREITAG 1979 op.cit.). A constituição de 1930 previa um Plano Nacional de Educação, garantindo o ensino primário gratuito e obrigatório,enquanto o religioso passava a ser facultativo. Enquanto na de 1937, previa-se a introdução do ensino profissionalizante, entre outros.
O Plano de Educação era entendido pelos educadores alinhados com o movimento renovador como um instrumento de introdução do racionalismo científico na política educacional, enquanto que para Getúlio Vargas, significava converter um instrumento destinado a revestir de racionalidade o controle político-pedagógico exercido através da política educacional. O sistema educacional tinha a finalidade de manipular as forças subalternas, pois a classe trabalhadora passava a ter acesso à escola, mas o tipo de oferta não possibilitava a mobilidade social.
Entre 1946 e 1964, percebe-se uma tensão entre duas visões de Plano de educação, como mostra Dermeval Saviani (2002 op.cit), Expressa a contradição entre as forças que se aglutinaram sob a bandeira do nacionalismo desenvolvimentista que atribuíam ao Estado a tarefa de planejar o desenvolvimento do país, libertando-o da dependência externa, a aquelas que defendiam a iniciativa privada, contrapondo-se à ingerência do Estado na economia e àquilo que taxavam de monopólio estatal de ensino. Essas duas tendências repercutiram no debate que se travou por ocasião da discussão no Congresso do projeto Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (SAVIANI, 2002 op.cit.p.75)
Na primeira tendência, salientou-se a necessidade de o projeto de LDB originar as condições para a construção de um sistema de ensino voltado às necessidades do desenvolvimento brasileiro e também voltado para a realidade do Brasil, o que criticado por Santiago Dantas, que introduziu o debate na Câmara dos Deputados, na sessão de 04/06/1959, por que, o projeto de LDB ser apenas uma consolidação das leis do ensino.
Entretanto, nas discussões travadas sobre a LDB, prevaleceu a segunda tendência, que defendia o direito da liberdade de ensino, na qual a família tinha o direito de escolher o tipo de educação dos seus filhos.
Saviani (2002 op.cit.p.75) enfatiza que “em decorrência dessa orientação, a idéia de Plano de Educação na nossa primeira LDB ficou reduzida à instrumentação de distribuição de recursos para os diferentes níveis de ensino. De fato, pretendia-se que o Plano garantisse o acesso das escolas particulares, em especial as católicas, aos recursos públicos destinados à educação”.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi promulgada em 20 de Dezembro de 1961. Essa Lei faz referência ao Planejamento de Educação, estabelecendo que nove décimos das verbas federais seriam destinadas à educação, em parcelas iguais para os três Fundos Nacionais de Educação (Ensino Primário, Ensino Médio e Ensino Superior). O planejamento foi elaborado pelo Conselho Federal de Educação cujo documento de 1962 estabeleceu as normas para a aplicação dos recursos correspondentes aos Fundos de Ensino Primário, do Ensino Médio e do Ensino superior e definiu-se que os recursos Constitucionais vinculados à educação seriam destinados à manutenção e desenvolvimento do sistema público de ensino.
Em síntese, de 1932 a 1962, o Planejamento Educacional no Brasil, era entendido, grosso modo, como um instrumento de introdução do racionalismo científico na educação, sob a ótica de uma escola nova (escolanovista). No período que se segue, de 1962 até 1985, o Planejamento Educacional transforma-se num instrumento de racionalidade tecnocrática – concepção tecnicista da educação. Tal planejamento veio, segundo Aranha (1996), prejudicar as escolas públicas, exacerbando a burocratização do ensino com preenchimento de papéis e controle das atividades, além de ignorar as especificidades do processo pedagógico, reduzindo o professor a simples executor de tarefas organizadas no âmbito do planejamento.
Com o advento do Estado Novo, muita coisa mudou no Planejamento da Educação, que deixou de ser um mero instrumento de introdução à racionalidade científica, para transforma-se em um meio destinado a reverter de racionalidade o controle político-pedagógico exercido através da política educacional. Entre 1946 e 1962, o plano nacional de educação foi marcado por duas visões para a construção do projeto de LDB. Na primeira tendência, salientava-se a necessidade da construção de um sistema de ensino voltado para o desenvolvimento brasileiro. Nessa discussão, acabou por prevalecer a segunda visão, que dava às famílias o direito de decidir sobre o tipo de educação de seus filhos.
Promulgada em 1961, a LDB, referindo-se ao Planejamento da Educação, reduzia-se à instrumentação de distribuição de recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do sistema público de ensino em seus diferentes níveis de ensino. No período de 1962 até 1985, ocorrem significativas mudanças no cenário político (Golpe Militar) e educacional, transformando a educação em um mero instrumento de racionalidade tecnicista, sem qualquer interferência ou participação da sociedade no processo ou sistema de educação, o que também reduziu o professor a um executor de tarefas simples, prejudicando as escolas em geral no processo de ensino-aprendizagem.
A partir das características levantadas para cada um dos períodos em estudo, conclui-se que atrasos e progressos ocorreram, segundo os Planos Nacionais de Educação estavam direcionados às necessidades do país.



CAPÍTULO II

Da Escola Normal Rural. (E.N.R.) à
Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP)

De acordo com o escritor Raimundo Araújo, a primeira Escola Normal Rural do Brasil foi instalada no município de Juazeiro do Norte em 13 de março do ano de 1934. A referida escola teve como primeiro diretor o ex-juiz Municipal da comarca de Juazeiro do Norte, o Dr. Plácido Aderaldo Castelo.
A referida escola foi inaugurada oficialmente com o nome de Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, em sessão solene realizada no salão do Orfanato Jesus Maria José. Seu ato inaugural foi presidido pelo Dr. Moreira de Souza que também foi o orador da solenidade. No ensejo, o ilustre diretor da Escola, Dr. Plácido Aderaldo Castelo, proferiu um discurso brilhante, onde explanou sobre os benefícios que Juazeiro esperava daquele estabelecimento de ensino.
Na ocasião, Dr. Plácido Aderaldo Castelo salientou "que a Escola Normal Rural é a única do gênero, em todo o Brasil", e findou por declarar "que nos termos do Decreto Estadual, n° 1.218 de 10 de janeiro de 1934, em nome do Exmo. Sr. Interventor Federal do Ceará, estava inaugurada a Escola Normal Rural de Juazeiro".
Segundo (WALKER e CASSIMIRO) 2014, terminada a inauguração, deu-se início a vários números artísticos em que tomaram parte as alunas do referido estabelecimento. A Professora Amália Xavier de Oliveira proferiu uma saudação para o Sr. Diretor da Instrução, assim como os demais membros da comitiva.
O Dr. Moreira de Souza apresentou à Escola, a Embaixada da Cruzada Nacional de Educação, esta era composta de universitários do Rio de Janeiro, e o Sr. presidente da Embaixada, Dr. Justiniano Vilela proferiu discurso sobre a instrução pública no Brasil e no Ceará.
Segundo os autores (WALKER e CASSIMIRO) 2014, referenciados pelo autor Raimundo Araújo[2],as autoridades civis e militares de Juazeiro, Crato e Barbalha; os acadêmicos Paulo Prado, Ailton Gondim Lóssio e Mons. Joviniano Barreto, Diretor do Ginásio do Crato, estiveram presentes a esta sessão, tendo o ilustre Dr. Moreira de Souza encerrado a sessão, salientando a nobre atitude do povo de Juazeiro e o esforço dos que contribuíram para a criação da Escola.
No dia 04 de setembro do ano de 1934, a Escola Normal Rural muda-se do prédio onde fora instalada e inaugurada (Orfanato Jesus Maria José) para o prédio adquirido e dotado pelos acionistas da Sociedade que a encamparam. Era o prédio de uma usina de beneficiamento de algodão, pertencente ao industrial Dirceu Inácio de Figueiredo. Importante salientar, que no mesmo local acha-se ainda hoje. Anexo, foi construído um prédio no mesmo estilo, que foi inaugurado no seu vigésimo aniversário: 13 de junho de 1934.
Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, Ce.

Nesse contexto, o estado do Ceará tomando a iniciativa, segue na frente se tornando-se o primeiro estado brasileiro pioneiro no projeto de uma escola voltada para a formação da professora “ruralista”.
A Escola tinha como meta principal a formação de professores esclarecidos quanto às necessidades da educação para as zonas rurais. O idealizador do projeto justifica em seu discurso a importância que tal estabelecimento representaria para o estado e a nação.
Para (SOUSA, 1934) apud Nogueira (2001),
A criação da Escola Normal Rural originou-se do desejo que tenho de vermodificada a mentalidade do nosso professor primário, atualmentehiperurbanizado, em virtude da orientação errônea impressa na escolaformadora de mestres, onde se prepara só professor de cidade [...] Era preciso modificar isso, cuidando do preparo especial do professor da roça,afim de identificá-lo com os costumes da gente sertaneja, cujas necessidades deve conhecer, tornando-se elemento de fixação do homem,na terra que lavra e de onde tira a subsistência.
(SOUSA, 1934, p.79).

Em relação ao professores, estes deveriam ter sua formação voltada para a realidade e para os valores sócio-culturais das populações campesinas.
Foi com base nesses valores voltados para o campo que a direção caminhou a proposta da primeira escola de formação de professores rurais. E a Escola Normal de Juazeiro expressa categoricamente em seu primeiro regulamento suas finalidades, mostrando uma orientação pedagógica fortemente amparada na filosofia escolanovista.
Este regulamento vem estabelecer os patamares em relação aos fins sobre os quaisdeveria se deter o ensino normal rural, como a preparação dos professores para o ensino primário das zonas rurais do Estado, de modo que estes se tornassem aptos para exercer uma orientação racional junto as novas gerações, com tarefas agrícolas, dando-lhes o conhecimento dos meios de defesa da saúde e de incentivo do progresso nos campos, além de contribuírem, através do preparo conveniente dos professores, para que a escola primária rural viesse a se tornar um centro de iniciação econômica e profissional.
O ensino normal rural tinha sua proposta educativa apoiado em um currículo diversificado e moldado ao perfil desejado da professora rural, haja vista ser o seu principal objetivo formar professores que não tenham as vistas permanentemente voltadas para acidade (CASTELO, 1951).
Com base em (NOGUEIRA) 2001, o currículo obrigatório era composto das seguintes cadeiras:
Língua Vernácula;
Matemática;
Fisiografia;
Antropogeografia e História do Brasil;
Educação;
Psicologia Educacional e Metodologia;
Educação Sanitária;
Educação Econômica;
Agricultura e Indústrias Rurais;
Ciências Físicas e Naturais e, ainda,
Artes Domésticas: Bordado, Corte e Costura e Arte Culinária;
Música e Educação Física.
Este currículo era uma tentativa de unir o saber intelectual e a formação profissional das mentoras dos filhos do homem do campo. A relação, ou o conjunto de disciplinas que formava a grade curricular do curso normal rural, pressupunha uma formação intelectual geral que abrangia desde as ciências exatas, físicas e naturais, às disciplinas voltadas para a área de humanas(Língua Materna, História integrada à Geografia Humana, etc.).
Além disso, havia a presença indispensável da Psicologia Educacional e Metodologia do Ensino, dava-se grande ênfase no que poderíamos chamar de conhecimento instrumental, ou seja, nas disciplinas que permitiriam à professoranda informações concernentes ao meio rural, o que a capacitaria para a tarefa de educar e fornecer instrumentais técnicos para o camponês.
Portanto, era necessário que tal trabalho devesse ter fundamentos em bases sólidas de uma nova pedagogia e com uma concepção renovada de educação, de escola e de sociedade.
Um outro papel de fundamental importância , reside no fato de que as professoras é quem seriam as principais responsáveis pela higienização e modernização da tão precária e arcaica estrutura agrária cearense. Para Plácido Aderaldo Castelo (1951), a evolução do trabalho no Ceará, tardio e assistemático, constitui índice igualmente de insegurança dos modos educacionais das populações obreiras. Desse modo, as idéias acerca de salários, horas de trabalho, assistência econômica e higienização não entram no interior.
A preocupação de torna-las regular irá se compor futuramente como uma inovação que os interessados receberão reservadamente com desconfiança.
A criação da Escola Rural surgiu do desejo que o Professor Moreira de Souza tinha de ver modificada a mentalidade do professor primário brasileiro, da época, que se encontrava hiper urbanizado, em conformidade com a orientação errônea impressa na escola formadora de mestres, onde se prepara só professor de cidade (SOUSA, 1934, p.79). Era preciso que tudo fosse modificado, mas com muito zelo, cuidando de preparar com especial cuidado o professor da roça, para que este pudesse estar identificado com os costumes da gente sertaneja, cujas necessidades deveria conhecer, tornando-se ainda um elemento de fixação do homem, na terra que lavra e de onde tira a subsistência.
Devido a escassez de material que aborda o assunto, fez-se necessário algumas conversas com professores e historiadores sobre o assunto abordado, o que nos dá algumas elucidações. A Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, segundo (SOUSA) 1934, de fato, contribuiu para o avanço da educação no interior do estado do Ceará.
Isso deu a chance de fazer o estado vir a ter a possibilidade de contar com professores qualificados e preparados para a educação ruralista. Já que este era justamente o papel das instituições formadoras da época: preparar professores capazes de atender as necessidades e exigências da escola primária, sendo ela rural ou urbana.
Durante o processo de fundação e implementação da proposta da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte tem um grande a atuação de Dona Amália Xavier de Oliveira, que recebeu do Dr. Moreira de Sousa (Diretor da Instrução Pública durante os anos 1930) o desafio de executar o inusitado projeto de formação docente para o meio rural, e que brilhantemente desempenhou papel importante na instituição, permanecendo à frente da direção da escola por mais de quarenta anos.
De acordo com Plácido Aderaldo Castelo, os esforços empreendidos por Dona Amália Xavier (como era conhecida) na constituição da sociedade fundadora da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte foram apreciáveis (CASTELO, 1970, p.227), pois tendo a mesma colaborado para a efetivação desse ideal, Dona Amália Xavier contribuiu efetivamente para o processo de construção de uma cultura profissional, em particular de uma formação voltada para a educação rural no Ceará. A experiência pioneira abrangeu os anos de 1930 a 1970 e deixou marcas no modo de pensar e fazer a formação de professores no Estado e no país.
Desta forma, podemos concluir que a formação de professores que estivessem preparados para atuar não somente com características específicas da vida no campo, mas no trato com a higiene e profilaxia era uma necessidade propalada desde o final do século XIX. A escola de formação no meio rural estava consorciada com os ideais do que se passou a chamar de ruralização do ensino, pensamento este propagado na primeira metade do século XX por pensadores sociais, tais como Sílvio Romero, Alberto Torres, o sanitarista Belizário Pena e o educador por Sud Mennucci (LOURENÇO FILHO, 2001).
O ensino regular no meio rural surgiu no fim do segundo Império e se consolidou na primeira metade do século XX (THERRIEN e DAMESCENO, 1993).
Em 1930 surge o Movimento Ruralista, que estava em consonância com as proposta nacionalistas do período de governo de Getúlio Vargas. Sobressaiam-se os discursos que valorizavam o desenvolvimento do meio rural estando os mesmos impregnados de termos como vocação histórica. Atrelado a isso existia uma intenção desmedida de empreender uma política de valorização do crescimento e do desenvolvimento das práticas econômicas no meio rural, estando essas associadas à necessidade de diminuição do fluxo migratório que começava a causar problemas nos meios urbanos.
De acordo com NEVES (2004), ao estudamos as práticas ruralistas no Estado do Ceará, temos o dever de considerar que as ações de fixação e desenvolvimento do homem no campo estão associadas ao movimento migratório ocasionado pelo que costumamos denominar de “polígono da seca”. Neste caso, o semi-árido está caracterizado por períodos de estiagem que ocasionam, entre outras coisas, o deslocamento de populações para o meio urbano, causando conflitos sociais que marcaram, e ainda estão presentes, no cotidiano da história dos nordestino. A seca, pois, tem se tornado um fatorimportante de integração política passando a incorporar ainda hoje a imagem que se tem do Nordeste (NEVES, 2004).
A Escola Normal Rural de Juazeiro constituiu-se como uma necessidade de formar professores que estivessem preparados para educar os homens do campo, uma verdadeira cruzada ruralista. O termo cruzada, segundo (JUNIOR e FARIAS, 2004) remete aos movimentos de libertação e salvação empreendidos pela igreja católica. Tal escola surgi a partir da intenção de habituar o educando a viver, autênticamente, o trabalho discente e a conviver, adquirindo usos sadios, no sentido físico e no intelectual (SOUSA, 1961, p. 169).
MUDANÇAS NO MOREIRA DE SOUSA
De 1934 a 1972 foi a Escola Normal Rural. (E.N.R.).
Em 1972, passou a ser chamada Centro Educacional Professor Moreira de Sousa (C.E.P.M.S).
Em 2008, começa sua 3ª fase, passando a funcionar como Escola Estadual de Educação Profissional Professor Moreira de Sousa (EEEP Prof. Moreira de Sousa) Até hoje.
Atualmente o Centro Educacional Professor Moreira de Sousa está prestes a servir de novo como cobaia para mais uma experiência educacional do ensino público estadual. A Secretaria de Educação escolheu aquele colégio de referência do ensino em Juazeiro do Norte e sucessor da antiga e famosa Escola Normal para implantação de um novo projeto educacional denominado Cejovem. Pelo visto, nada mais é do que uma repetição fadada ao fracasso daquilo já tentado outra vez, através da famigerada Lei ei nº 5.692/71, editada durante o regime militar e que inaugurou a fase tecnicista da educação no Brasil.
Em sua essência este novo projeto implantará no CEMS três cursos profissionalizantes (Informática, Enfermagem e Segurança do Trabalho), extingue o Curso Científico e certamente enfraquecerá o já cambaleante Curso Pedagógico herdado da Escola Normal. Passei trinta anos ensinando no Moreira de Sousa e era professor da Escola Normal quando ela foi transformada no que é hoje. Durante esse tempo fui "vítima" de várias reformas educacionais, todas bem intencionadas, propondo mudanças e propagando uma verdadeira revolução na educação. Experimentei todas. Saí da escola, aposentado, e posso assegurar que todas fracassaram nas suas intenções. Na primeira tentativa de implantação dos cursos profissionalizantes, o colégio foi "contemplado" com os cursos de Auxiliar de Patologia, Contabilidade e Publicidade.
Os cursos foram implantados na marra. Não se fez nenhuma pesquisa para saber se a região necessitava e realmente comportava aqueles cursos. Depois todos foram extintos, porque finalmente se constatou que eles realmente não eram necessários. Isso era obvio. Os formados não foram absorvidos pelo mercado de trabalho. Os professores dos cursos não tinham formação específica nas áreas, a escola não dispunha de laboratórios, enfim não tinha nenhuma infra-estrutura para abrigar os cursos, e o resultado desde o início foi o que se esperava: fracasso!
No Ceará é impossível levar a sério qualquer reforma educacional. Tudo é planejado de cima para baixo, sem ouvir as partes envolvidas, e no final, professores e alunos são os verdadeiramente prejudicados. A história já documentou que no Brasil as melhores escolas para tocar cursos profissionalizantes são aquelas de instituições do ramo, como Senai, Senac, Sesi, Colégio Agrícola, Liceu de Artes e Ofícios e as antigas escolas técnicas federais, pois têm know-how e credibilidade.
Então, no caso particular de nossa cidade, achamos que o melhor seria poupar o Moreira de Sousa dessa experiência que tem tudo para não dar certo lá, e desenvolver nele um gigantesco projeto de revitalização do seu Curso Pedagógico, em toda sua verticalização, ou seja, com implantação de um Normal Superior e uma especialização em Psicopedagogia. Não é possível deixar o Moreira de Sousa fechar ou mesmo enfraquecer sua escola de formação de professor, pois é de lá que sai toda a demanda desses profissionais para alimentar as escolas particulares de ensino infantil. A vocação do Moreira do Sousa como herdeiro da Escola Normal é essa. Mudar ou extinguir isso é mata-lo! É afrontar a educação juazeirense.
Como curso profissionalizante apenas, não haverá mais nenhum sentido ter abrigado ali o Centro da Memória da Escola Normal,inaugurado recentemente e que tanta alegria vem causando nos meios educacionais locais. Em Juazeiro do Norte existe uma escola mais adequada para receber esses novos cursos profissionalizantes: é o liceu de Artes e Ofícios.
Esperamos que a Secretaria de Educação do Ceará reveja sua posição, desvie o foco do Moreira de Sousa e aponte-o para o Liceu, pois lá será mais fácil dá certo. O Moreira de Sousa tem outra vocação e sua existência só tem sentido se ele for mesmo o sucessor e herdeiro da Escola Normal.


CAPÍTULO III

JOAQUIM MOREIRA DE SOUSA O PIONEIRO DA PRIMEIRA
ESCOLA NORMAL RURAL DO BRASIL

A ABF (Associação Brasileira de Educação),fez com que se executasse várias reuniões nacionais para que fossem discutidos os problemas da educação, e que por várias vezes incluiu nos debates a obrigação imprescindível em se criar uma nova escola rural fazendo surgir um novo professor, por meio da ENR.
Para WERLI (2005) tendo como base a 1ª Conferência Nacional de Educação da ABE, que fora realizada, em Curitiba no ano de 1927, foram defendidas algumas teses, dentre elas várias que anunciavam a importância do vínculo entre a educação rural, a permanência da população no campo e da urgência da “ressurreição agrícola no Brasil”.
Foi a partir da 6ª Conferência Nacional de Educação da ABE, ocorrida em Fortaleza, Ce., no ano de 1934, queJoaquim Moreira de Sousa, Coordenador do evento e Diretor da Instituição Pública do Ceará, tornou-se o pioneiro da primeira Escola Normal Rural do Brasil.
De acordo com CAVALCANTE (2014), 12 de janeiro de 1934 foi a data da 6ª Conferencia Nacional de Educação organizada por Moreira de Sousa, e que contava com a participação de cem grandes mestres de todo o Brasil para trabalhar e estudar durante uma semana.
Porém, com a ausência dos principais nomes esperados para o evento e, de acordo com FAUSTO (1966) a concorrência de um outro evento de grande importância, a eleição da Assembleia Nacional Constituinte. No entanto, apesar de pouco comentado, outro fator de relevada importância seria, no início do ano de 1934, as modificações estruturais relativas à pasta ministerial da educação.
No entanto, emerge o inquietismo de educadores cearenses com relação a 6ª Conferência, na defesa de uma pedagogia apropriada para o Ceará e Nordeste, de acordo com Cavalcante (2000, p.197)
Os problemas pedagógicos nordestinos não podem ser os mesmos de outros Estados da Federação. As diferenças geográficas e étnicas que nos extremam de zona meridional do país impõe-nos a adoção de outros processos metodológicos.
Surge daí a reclamação de uma pedagogia para o nordeste brasileiro, e é importante que entendamos que a ruralização do ensino implantada no Brasil idealizada por Joaquim Moreira de Sousa não é a mesma ideia escolanovista pensada e propagada por Dewey, ele fez a implementação desta nova proposta com base na ideia de Mennucci, a partir da proposta dessa Nova Escola criou o modelo de ensino denominando de Escola Brasileira.
Moreira de Souza foi diretor da instrução educacional do Ceará, escritor e pesquisador na área da educação foi grande a sua contribuição nas transformações educacionais cearense, pois foi ele que fundou uma nova proposta de educação para o Ceará.
Escreveu o livro reforma educacional mais enfatizando essa proposta de uma educação renovada segundo Cavalcante (2000), onde relata a vinda de Lourenço filho a Fortaleza ocasião esta, em que o autor atribui ao mesmo título de reformador da educação cearense inclusive atribuindo a este o nome de reforma Lourenço Filho no ano de 1922.
No livro História da Educação do Ceará,CAVALCANTE (2000), a autora cita a sexta conferencia educacional do Ceará organizada pelo então diretor da instrução do Ceará Moreira de Souza nesse evento Joaquim Moreira de Souza lança o projeto de criação da primeira escola normal rural do Ceará que a partir de então dá vazão a criação de outras escolas normais rurais na região e no estado é importante destacar aqui o seu pioneirismo nesse processo e reconhecer sua importância para a educação nacional tendo esse momento como uma reformulação do currículo escolar do estado que teve uma duração de mais ou menos 20 anos.
Deste modo, Moreira de Sousa torna-se além dopercussorda Escola Normal Rural no Brasil um defensor impetuoso da divulgação e propagação das escolas normais rurais como fundamental e essencial para o surgimento de uma renovação educacional que estivesse de acordo com as reais necessidades da sociedade cearense.
Assim, no ano de 1934 foi criada a Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, a primeira escola Normal Rural do Brasil, que representou sua ideias defendidas nas 5ª e 6ª Conferências Nacional de Educação, mostrando com isso que de nada adiantou o “ocultamento” daquela Conferência (a 6ª CNE), a qual foi recebida sob forma de desdenho por parte de alguns educadores e expoentes do movimento escolanovista (CAVALCANTE, 2000) que não quiseram participar, silenciando sobre a sua importância no âmbito da história da educação nacional brasileira,



CONCLUSÃO

É certo que a Escola Normal foi e ainda é discutida sem ter maiores destaques para finalidades específicas quando estas estão associadas a variação de espaços de docência e a estratificação ocupacional docampo de trabalho.
Para WERLI (2005) podemos explicar a grandeza da Escola Normal sobre tiposespecíficos de estabelecimentos de formação de professores pela pressão propedêutica ou“movimento generalista”, que não deixa de ser uma força interna dos sistemas educativos.
Neste campo, temos observado com tristeza, a real invisibilidade de alguns projetos de formação de professores, ainda que convivendo emum específico espaço e tempo com outros mais gerais, refaz e trata com distinção cabível uma EscolaNormal esboçada quase sem nuances, em linhas globais e generalizantes.
Entretanto, podemos concluir que as Escolas Normais Rurais são uma variante em termos de formação de professores queexistiu entre 1930 e 60. Tendo sua presença e reconhecimento em São Paulo e no nordeste brasileiro(MONARCHA, 2006), mais precisamente no Ceará, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no Rio deJaneiro (SOUZA, 1994; FIGUEIREDO, 1991; WERLE, 2006). Os debates sobre escolas elementares em zonas rurais ocorridos em âmbito nacionalnas primeiras décadas do século XX fizeram com que elas saíssem de onde estavam, emergissem.



O pioneirismo de Moreira de Souza


Moreira de Souza foi diretor da instrução educacional do Ceará, escritor e pesquisador na área da educação foi grande a sua contribuição nas transformações educacionais cearense pois, foi ele que fundou uma nova proposta de educação para o Ceará..
Escreveu o livro reforma educacional , mais, não enfatizando  essa proposta de uma educação renovada ,segundo a autora Maria Juarac0i Maia Cavalcante, neste livro relata a vinda de Lourenço filho a Fortaleza ocasião esta em que o autor atribui ao mesmo  o título de reformador da educação cearense inclusive atribuindo a este o nome de reforma Lourenço Filho no ano de 1922.
No livro História da Educação do Ceará,CAVALCANTE (ver),  cita a sexta conferencia educacional do Ceará organizada pelo então diretor da instrução do Ceará Moreira de Souza nesse evento Joaquim Moreira de Souza lança o projeto de criação da primeira escola normal rural do Ceará que a partir de então dá vazão a criação de outras escolas normais rurais na região e no estado é importante destacar aqui o seu pioneirismo nesse processo e reconhecer sua importância para a educação nacional tendo esse momento como uma reformulação do currículo escolar do estado que teve uma duração de mais ou menos 20 anos.
É máster entender que a realização do ensino implantado no Brasil na década de 30 e idealizado por Joaquim Moreira de Souza não é a mesma idéia escolanovista pensado e propagado por Diwey,ele fez a implantação de uma proposta baseada no ideário de Mennuncci  a partir da proposta da escola nova ele criou um novo modelo de ensino no qual chamou de escola  Brasileira.Isso porque há uma mescla entre o que é proposto  pela pedagogia nova de Dewey e que é proposto pelos pensamentos de Mennuncci  que tem um ideário de uma educação mais autoritária do que a proposição  da escola nova que é exatamente uma escola que propõe a liberdade criadora.
Dificilmente na historiografia brasileira se encontrará alguma informação sobre a participação de Moreira de Souza de Souza nos movimento pela educação o que é de se estranhar, no entanto acreditamos que e isso possa ocorrer por questões meramente política pois de certo Moreira de Souza não tenha sido um dos grandes expoentes da história educacional foi um intelectual voltado aos problemas da educação brasileira.Esteve comprometido com a situação em que se encontrava a educação com a preocupação de formar mão de obra especializada e para a necessidade do mercado de trabalho o que não está  explicito no seu discurso mais está implícito na ideologia da sua proposta quando diz que o papel do ruralismo é preparar o homem do campo para trabalhar na terra e formar professores qualificados para esse propósito.
O propósito dos pioneiros da educação não diferem muito dos propósitos aos quais foi criada a escola normal de Juazeiro do Norte pois foi com base nesse documento que foi criada a referida escola apesar de ter participado de todos os debates e discutido projetos e  mesmo ter sido o diretor geral da instrução educacional do Ceará Moreira de Souza nunca é citado como partipante desses movimentos nem mencionado pelo seu feito apesar de hoje a escola normal levar o seu nome pouco se sabe ou se escreveu sobre ele.
Temos no entanto a certeza de que muitos foram os embates e brigas por poder e reconhecimento em favor de interesses próprios em se promover e são esses interesses que muitas vezes acabam velando fatos e feitos importantes na história da educação do Ceará ou até mesmo deixando de esclarecer algumas lacunas em acontecimentos que poderiam esclarecer motivos ,efeitos,obscuridades as quais não se pode ainda responder.

RESULTADO

Começamos nossa pesquisa investigando os interesses que levara a fundação, da primeira escola normalrural de Juazeiro do norte ,no estado do Ceará na década de 30, no entanto no decorrer do nosso estudo  podemos perceber o esquecimento do maior responsável por esse projeto na nossa historiografia o que nos despertou o interesse em ir a campo para resgatar a sua importância como protagonista na história da educação  cearense.
                 Essa investigação se propõe a pesquisar o que teria motivado a idéia de se propor um revolucionário método de ensino em que o aluno aprende os conteúdos e adquire qualificação profissional para o magistério tanto na área da agronomia comércio criação de animais e trabalhos manuais quanto para docência.
                Estudos documentais depoimentos revelam que a escola foi umprojeto criado em Juazeiro do Norte pelo então diretor da instrução do Ceará neste período Joaquim Moreira de Souza, com a intenção de instruir homens e mulheres para trabalhar na terra e ao mesmo tempo para o trabalho docente com a intenção criar profissionais no magistério especializado para o ensino rural fundada a principio como uma instituição filantrópica financiada com a ajuda de proprietários locais e parte de investimentos governamentais.
                Assim evidentemente podemos perceber que a principio se tratou de uma escola filantrópica que serviu para preparar filhos da elite local num primeiro momento voltada totalmente ao projeto a que inovador mais que depois de se tornar totalmente pública em 1954tem seu projeto inicial esquecido passando a se tornar meramente uma escola profissionalizante para o magistério.
                Pelo contexto e trajetória da fundação da escola Normal Rural como na história da educação no Brasil muito se perdeu da historiografia brasileira por ser essa marcada por questões de rivalidades e política e brigas pelo poder as reformas educacionais não atenderam as necessidades da população e sempre aconteceram em favor dos interesses políticos locais e nacionais.








Considerações finais


Ao analisarmosa bibliografia que trata da primeira escola normal rural do Brasil entendemos que as motivações que culminaram nesse projeto vão mais além da questão social, está voltado a uma questão política e porque não dizer que está ai também envolvida a uma luta de poderes ,entretanto não podemos dizer que não tenha tido sua importância para a sociedade cearense.
                É importante salientar que todo o envolvimento da elite local pela escola tinha o interesse em primeiro lugar formar seus filhos que fariam carreira sem precisar se deslocar para a capital por isso quando de sua inauguração a escola era filantrópica passando depois a escola pública e gratuita.Isso ocorre por conta das reformulações curriculares nacionais na década de 50.
                Apesar da grande importância desta escola para o Ceará e principalmente para a própria cidade, a sociedade juazeirense não há no seu fundador o devido reconhecimento pouco se sabe sobre Moreira de Souza e a única homenagem a ele é o nome da escola que foi dado desde sua mudança de escola filantrópica para escola pública.Tambem  não há escritos sobre o mesmo na historiografia do Ceará como atuante nos movimentos pela educação todas as informações aqui relatadas foram resgatadas a partir da historia sobre a escola Norma Rural de Juazeiro do Norte hoje registrada com o nome de Centro Educacional Moreira de Souza
                Outras escolas normais rurais foram criadas no                Ceará por outros tantos que levaram o projeto de Moreira de Souza mais não mencionam que foi ele que trouxe a possibilidade de se fazer uma escola de formação para professores rurais com o objetivo de preparar o homem do campo para o trabalho agrário e para lecionar quando nos centros urbanos a preocupação com a formação da sociedade estava intimamente ligada a prepara mão de obra para a industrialização do país segurar o homem no campo neste momento foi o interesse também do governo para evitar o inchamento das cidades com o êxodo rural.



Verdades ácidas e necessárias

O tema é atraente já de cara,até por que qual mulher nunca saiu com um cafajeste já?
Apesar de parecer um livro de auto-ajuda, posso garantir que ele vai muito além. 
Gostei da divisão e dos títulos dos capítulos:
*FUI TRAÍDA PELAS MINHAS CARÊNCIAS
*UMA ASSOMBRAÇÃO EM MINHA VIDA: MEU EX
*É POSSÍVEL ESCAPAR DE UM CAFAJESTE?
*COMO BUSCAR (e encontrar) UM NOVO AMOR

São sete dicas que considero imprescindíveis a todas as mulheres! O ponto alto do livro são os tópicos finais de cada capítulo. O Dr. Mazal chama de "VERDADE ÁCIDA" onde ele fala, sem meias palavras, exatamente o problema e demonstra como se proteger de homens safados.
Em suma, um livro tem um toque de criatividade, conselhos inovadores, bom humor (ri várias vezes me identificando!!!) e uma leitura fácil e agradável! Há boas sugestões de filmes e frases impactantes que te fazem deixar refletindo.

O livro toca em feridas sensíveis. 
Gostei da maneira descontraída que os exemplos e
 conselhos do psicólogo são colocados. (L.M)

Está preparada para as verdades?”
Exatamente isso que o livro traz para suas leitoras, situações e abordagens que fazem uma mulher entrar em uma roubada atrás da outra apenas por não perceber as verdadeiras intenções dos homens com os quais tenta relacionamento. Algo bacana do livro é que o Dr. Mazal, além de mostrar as atitudes do homem cafajeste, também mostra os erros cometidos por nós mulheres ao nos aproximarmos de tais criaturas, sugerindo mudanças de comportamentos do meio feminino.

Um excelente livro de autoajuda, escrito de forma clara e com uma pitada de humor em cada uma de suas páginas. Toda mulher em busca de um amor verdadeiro deveria lê-lo antes de qualquer tentativa frustrada de romance. (ceiça carvalho)


Aprender pra crescer, crescer pra viver!
"Será que estamos preparados para ler grandes coisas que nos façam pensar? Ou estamos na época da superfialidade, onde só valem as FRASES PRONTAS e o ENTRETENIMENTO PASSAGEIRO? Sofrer é fundamental para o crescimento. Arquétipos são modelos que revelam que somente pelas experiências dolorosas iremos ser o herói de nossa vida. Amar é estar disposto a ceder, a abrir mão e até anular-se. devemos descobrir se estamos realmente preparadas para sermos reveladas por quem realmente Amamos." Pois é... o LAS VEGAS ta recheado de coisas assim, que levam o leitor a um universo só seu. Nos mostra uma realidade coerente e outras vezes um pouco distante de nós mesmos.
Vivemos em mundo de marketing, onde as pessoas adoram algo sobrenatural, o que gera clientes e emprega a mídia que muitas vezes não leva a sério o que faz... em relação ao amor, o autor fala de um sentimento profundamente subjetivo em sua definição, pois nem sempre o que um entende é o mesmo que o outro, e pode ser confundido com paixão, posse, dó, piedade e até mesmo culpa. o amor é dependente da admiração pelo outro (eu diria admiração mútua) faltou admiração no casal,inicia-se a ruína. Segundo Freud um ser humano ama outro por aquilo que não tem, um reconhece qualidades nos outros e quer possuir, de uma forma ou de outra e não sendo possível ter tais qualidades irá querer ter a pessoa que detém aquele bem (bem dos dias atuais isto não acham??).Paradoxalmente ele escreve que, o que sentimentos são fraquezas, porém, justifica qdo diz que fraquezas são fundamentais a seres com vida e matéria, em relação a Deus, pois Deus não tem vida, DÁ VIDA, não tem matéria, CRIA! Não sente amor, É AMOR!! Vai mais além qdo diz que "amar é um sentimento para seres inferiores como a raça humana. Este é um sentimento de um ser inferior por outro superior. O amor causa fragilidade deixando o ser humano debilitado e vulnerável. O mais interessante é que coloca Deus como um ser que não pode se dá ao luxo de amar, de sentir amor, por Ele SER O PRÓPRIO AMOR. Mas Deus não tem sentimentos, por conseguinte não é cruel, vingativo ou ciumento mas simplesmente lógico, racional e justo... 
Historicamente falando, Israel é visto como um país menor do que o estado de New Hampshire(o quinto menor estado em área dos Estados Unidos), sempre envolvidos em conflitos e guerras, possui um dos maiores percentuais de universitários e mais desenvolvida indústria farmacêutica e de tecnologias do mundo, além da bélica. Interessante saber que 1/4 de todos os prêmios nobel vão para judeus. Um dos personagens descobre seu destino e a sua real função na história da humanidade, e nós, voltando pra nossa realidade, já nos fizemos esta pergunta? Já nos interessamos por isso algum dia? Voltando a psicologia descobrimos que falar sobre nossas dores de infância pode nos levar a entender nossas neuroses e motivos de algumas reações diante de certas situações. Sabemos perfeitamente que ninguém passa o que o outro deve viver, mas na realidade nem sempre aceitamos isso.
Outra grande verdade, mostrada pelo autor é que misericórdia e piedade não tem nada a ver com justiça, pois mesmo tendo Deus no comando de nossas vidas, esta segue em frente pra nós como se cada decisão fosse tomada por livre arbítrio. A tecnologia se desenvolveu muito na história da humanidade, e mostra-se isto qdo vemos que nas guerras encontramos maneiras onde a tecnologia, ciência e medicina tiveram progressos, pois foi justamente na necessidade desses eventos que aconteceram os profundos desenvolvimentos. É preciso destruir para que haja reconstrução e evolução, morte pra gerar vida,(a exemplo do grão que tem que morrer pra germinar?!!) NÃO É FÁCIL SE HUMANO!!! até Deus sabe disso. E nós sabemos que que o comunismo é fruto do socialismo, este por sua vez e o comunismo acabam com as liberdades individuais, cumulando com a globalização que criou uma interconexão imediata de todos com todos, sendo vista como a pior das prisões. Ao ver tantas minúcias do dia a dia de nações e homens,nos deparamos com esta frase: A RIQUEZA DE UMA NAÇÃO SE MEDE PELA RIQUEZA DO POVO E NÃO PELA RIQUEZA DOS PRÍNCIPES", nossa como temos o que pensar, ver e analisar, pois se colocarmos o nosso BRASIL neste contexto... País de um povo em sua maioria pobre e (desculpa) burro, pois com tantas bolsas distribuídas o que menos conta são as reais prioridades como educação, saúde e moradia. Existem muitos professores mal pagos, alunos cheios de direitos, pais sem noção de educação e/ou cultura e políticos em sua maioria corruptos e "lisos"!!! Sem a menor preocupação as as reais necessidades do país! Acho que Deus tá precisando um plano pro Brasil urgente!!!!! Gostei muito da abordagem em relação a ser diferente. O que define o sexo no feto é o cromossomo, interessante o lembrete de que todos os homens já foram fêmeas, pois somente depois do cromossomo Y que surgi a diferença. Daí, surge uma questão em relação a homossexualidade como um ato não pecaminoso, uma vez podendo ser derivado de alterações endócrinas. Resta-nos a pergunta: até que ponto é uma alteração endócrina e quando passa a ser uma questão de escolha consciente de opção sexual? e aprendermos a respeitar as duas, sabendo sempre que a mulher não pode fazer qualquer coisa que um homem e vice versa, a começar , devido a estrutura corporal de ambos, o liberalismo misturou muito masculinidade e feminilidade... Outro tópico bem interessante é em relação a crença. O poder da sugestão sobre as pessoas e as necessidades, ou fascinação que o ser humano tem pelo metafísico, religioso e sobrenatural faz com que o ser humano creia de forma cega. Fundir matéria e espírito é imprescindível, não existe uma alma ou espírito encarcerado no corpo, como se a matéria fosse um calabouço, Deus criou o homem para ter um corpo de matéria, aqui temos a liberdade não de criticar religiões ou ceitas, mas de nos aprimorarmos no conhecimento destas para poder, com conhecimento melhor definir e/ou qualificar quais quer que sejam. Um trecho da carta de Paulo a Coríntios (muito interessante e real) "TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS EDIFICAM". Vivemos em mundo cheio de ilusões e tentações e nós devemos superá-las. Temos uma arma muito poderosa, "a verdade", e está, está escorrendo pelos ralos da vida. As pessoas preferem criar suas próprias versões dos fatos para mascarar suas mediocridades e se desculpar por seus fracassos, assumir seria a verdade de cada um, mas coragem para o uso desta verdade... mas daí vem as provas que a verdade precisa, a coerência e a correspondência fatídica. As verdades não se transformam nem se modificam pois são materiais. O conhecimento é mutável não a verdade. Nos tornamos humanos ou nos humanizamos com o tempo e convívio social. Muitas vez diante de injustiça, crueldade e sofrimento certas pessoas chega a duvidar da existência de um Deus único e misericordioso, na verdade, o que acontece na realidade, é que a falta de respostas coerentes para as questões mais essenciais é que permitem a enorme quantidade de ignorância no mundo. Em diversas religiões o CAMINHO é uma busca dentro de si para conhecer o todo, porém o CAMINHO deve ser uma busca pelo divino, através de regras que indicam o caminho revelando e levando a Deus, sabendo que chegamos também ao diabo, pois este... êta "cabinha" enxerido, em tudo se mete, e é claro que fica espreitando a hora de conhecer vc de pertinho!!! Cuidado... "ARMARIA MAINHA NAM"!!! Deus é mais!!


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CapaO cemitério de Praga
Editora Record27/12/2011 - 480 páginas
Quatrocentos mil exemplares vendidos na Itália em um mês. Um tratado sobre o mecanismo do ódio, e espécie de síntese da história do preconceito, o livro causou desconforto em setores mais conservadores da sociedade italiana, principalmente entre religiosos, por misturar personagens históricos a um anti-herói fictício, cínico e maquiavélico, capaz de tudo para conseguir se vingar de padres, jesuítas, comunistas, mas, principalmente, dos judeus. Repleto de teorias da conspiração, falsificações, assuntos maçônicos e detalhes da unificação italiana, é no antisemitismo que repousa o coração da narrativa. O cemitério de Praga também lembra um dos mais impressionantes episódios de falsificação da história: Os protocolos dos sábios de Sião, um texto forjado pela polícia secreta do Czar Nicolau II para justificar a perseguição aos judeus. Os escritos, que se acredita terem sido baseados em um texto francês — Diálogos no inferno entre Maquiável e Montesquieu — descreviam um suposto plano para a dominação mundial pelos israelitas. E serviriam de inspiração a Hitler para os campos de concentração. O odioso Simonini, que o próprio autor define como um dos mais repulsivos personagens literários já criados, é um mestre do disfarce e da conspiração. Um falsário a serviço de vários governos. Do nordeste italiano até a Sicília de Garibaldi, das favelas de Paris às tabernas alemãs, passando por missas negras, o bombardeio a Napoleão III, a Comuna de Paris, o caso Dreyfus, o Ressurgimento, Simonini é todas as revoluções, as más escolhas, os erros do século XIX, que Eco reconstrói com grande rigor histórico, entre tomadas de poder e revoluções. Com ares de novo clássico, O cemitério de Praga leva as mentiras históricas a novos patamares e revela, ainda, ferramentas usadas por falsários e propagandistas. Um trabalho memorável de filosofia da história e a natureza da ficção. Eco em sua melhor forma.


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PRÓXIMAS RESENHAS: A SAGA DOS TIGRES
Aqui sobre A MALDIÇÃO DO TIGRE

É com certeza um livro mágico. Repleto de mitologia indiana, o livro não pode ser considerado nada menos do que encantador. 


Kelsey Hayes é uma órfã adolescente que está em busca de um emprego de verão para ajudar a pagar a faculdade. 


A oportunidade que surge é: que a jovem comece a trabalhar no circo que está passando na cidade, cuidando da parte da limpeza, das vendas e dos animais. É neste lugar que ela conhece Dhiren, ou Ren, – o tigre branco. 


No início Kelsey se senti um tanto ameaçada pelo tigre, mesmo ele tendo a aparência de entediado na maior parte do tempo, porque, afinal, ele continua sendo um enorme tigre de dentes afiados. Mas aos pouco surge uma amizade linda entre Kelsey e Ren, e com essa amizade aventuras irão surgir. 

Um belo dia um comprador se interessa em levar Dhiren de volta para a selva indiana, e Kelsey será a escolhida para acompanhar o tigre durante a viagem, a fim de cuidar pra que tudo saia bem. Ela esperava ter que cuidar de um tigre branco, mas não de um meio-tigre-meio-homem. 


No meio da selva, totalmente perdida, sem contato, sem ajuda e sem proteção, Kelsey descobre um grande segredo: Ren é um príncipe indiano que há séculos foi amaldiçoado, assim como seu irmão, a viverem como tigres. E somente uma pessoa seria capaz de ajudá-los a quebrar essa maldição: Kelsey. 

A jovem americana, Ren e seu leal amigo, Sr. Kadam, irão embarcar em aventuras incríveis, únicas, perigosas e inesquecíveis... Tanto para eles, quanto para o leitor. Um livro cheio de ação que não te deixa desgrudar um único minuto. Sinceramente, você está perdendo tempo se não leu ainda. 
www.skoob.com.br/usuario/141384-camila

Pra baixar o livro acesse:


 http://www.amg7.net/index.php?pagina=1505418177

                                                              

   UMA MENSAGEM PARA O HOJE E PARA O AMANHà



O livro nos induz a uns razoáveis puxões de orelhas quando trata de assuntos como caráter, força, superação e fé. Apesar de ficção, não nos custa imaginar o quão cruel foi o holocausto na realidade. O personagem principal sendo um judeu polonês tem sua vida narrada com ênfase em fatos e cenas que nos despertam para uma realidade que por vezes julgamos distante de nós deixando de valorizar as principais coisas da vida (amor, amizade, fé, dignidade e o eterno compromisso no a nossa verdade, “a verdade de cada ser humano”). Como o personagem, precisamos provar nosso valor cada dia diante de uma sociedade arrogante e ainda mesclada de preconceitos, violência e burocratizada. Vemo-nos diante de situações que exigem força e muita garra para seguirmos em frente, e as vezes fracassamos e/ou fraquejamos, algumas vezes por medo, outras por covardia, outras vezes ainda por meros melindres. O livro nas dá uma dimensão espetacular do protagonista como ser humano: filho do meio de uma família humilde, protetor e amigo incondicional da irmã mais nova, capturado na segunda guerra passa de escravo do holocausto, a refugiado, marido, pai além de órfão, possui uma vida recheada de experiências, realizações, sofrimentos, angústias e provações. Os personagens nos mostram o valor da família, dos amigos. Em situações de desesperança mostra a fortaleza de um ser humano capaz, se não de esquecer, mas de conviver e seguir em frente em busca de melhores dias apesar de tanta dor e sofrimento. O valor da palavra dada (algo tão esquecido nos dias de hoje) é algo digno de destaque. A convivência com o dinheiro e fama tem um contexto revelador de caráter, perseverança e humildade. Uma obra rara pra quem busca nas entrelinhas o que deve ser digno de ser esquecido.

 Eu li!!.
 E como título preferi: Um bom motivo pra aprender mais e refletir sempre

Um livro espetacular que induz o leitor a raciocinar e concluir por si mesmo. Aborda filosofia, psicologia e religiosidade. Questões do tipo: "A eternidade não depende do tempo. Nós seres humanos somos os principais causadores do caos e da organização. A SOLIDÃO ainda é uma incógnita para o ser humano... sendo a solidão a sensação de ser único, não pode ser sentida por quem nunca está só, e como o ser humano não é uma ilha..." "Quando se tira a capacidade de alguém de saber quem realmente é e o que tem poder para fazer, deixa-o vulnerável."
Uma das grandes lições que o livro nos oferece é acerca da realidade da vida, pois ela nos prega várias peças, mas, o grande barato, esta em tentarmos montar o quebra cabeças da maneira mais digna e correta sem passar pra outros a responsabilidade que é nossa.
Outra maravilhosa "deixa" é despertar em nós a consciência de que apesar de nossa inteligência ainda somos meros mortais, e que devemos estar e/ou ser sempre mais atentos ao que nos cerca... Tudo isso embutido num romance bem feito e numa trama espetacularmente bem arquitetada (sabe-se lá por quem!!!) Um livro simplesmente M A R A V I L H O S O.

Não é de dá um nó na cabeça, mas de se ter esta frase bem mais esclarecida. Deus no divã, esclarece de  maneira "sublime" esta deixa de Guimarães Rosa.





Numa cela de prisão, astutamente o demônio leva você encontrar uma resposta ou uma solução para essas pergunta e afirmação de Schopenhauer.




O romance demonstra esse pensamento filosófico nos atos e ações de alguns personagens, que no decorrer de toda a trama se torna evidente essa realidade. Nos transportando para o mundo moderno onde encontramos corriqueiramente e por vezes (egoísmo, orgulho, prepotência, arrogância, ganância ou se lá mais o que...) não nos damos conta.

Ao meu ver, ninguém melhor do que Nietzche descreve melhor o significado do bem e do mal, porém nenhum romance mostrou tão bem e tão verdadeiramente claro como "Os demônios de Deus", não nas entrelinhas, mas em diálogos sutis e muto bem articulados e/ou elaborados.


Nossa!!! Como Deus "se inspirou" em Nietzche pra mostrar no divã toda sua problemática maior, e com isso nos mostrando a verdadeira face de um mundo que criamos e moldamos a revelia, onde nossos anseios e esperanças são deixados para nossas futuras gerações tão a esmo. 



Por fim, uma das questões bem deixadas como reflexões para nós, seres humanos "inacabados" é justramente em relação a VERDADE. Nossa verdade. Quanto conseguimos suportar deste "Deus" ou deste "demônio" que habita em nós e entre nós?


E como dizemos aqui no Nordeste Brasileiro: 
"PENSE NUM LIVRO BOM!!! É PORRETA DEMAIS HOMI. O cabra só falta mermo é dá nó em pingo d'água. Bota tu pá pensar ligerim, ligerim"




Uma nova forma de aprender História e despertar a imaginação criativa


O universo do livro é recheado de mitologia egípcia. A figura paterna, o Dr. Julius Kane é egiptólogo e vive com o filho mais velho viajando ao redor do mundo a procura de artefatos e pesquisas sobre o Egito. Tem uma filha pré-adolescente que após a morte da mãe passou a morar com os avós, o que nos remete a atualidade, mostrando uma divisão familiar (que vem acontecendo com mais intensidade a cada dia), o que faz surgir um espaço vazio na relação entre os irmãos que só se viam duas vezes durante o ano. Didaticamente, é um tema interessante a ser abordado, visto que os valores familiares precisam mais de uma ênfase para esta garotada que , por vezes, esquece do real valor da família (pai e mãe), estando juntos ou separados seja por qual circunstancia for...

Os irmãos terão uma viagem ao mundo da mitologia egípcia com aventuras fantásticas jamais vistas e na maioria das vezes até inacreditáveis para eles próprios. Uma obra recomendada pra professores (de história principalmente) que se bem souberem aproveitar, verão nesta obra uma oportunidade impar de contar história ensinando, e de quebra fazendo o aluno interagir mais e com muito mais intensidade na busca curiosa e na imaginação aguçada em meio a tantas e novas descobertas.
Alguns personagens do livro


 Ao que pude perceber, os personagens principais têm um certo prazo para cumprir um objetivo. Neste livro, o prazo começa quando Set, o deus do caos também é liberto no museu. Então começa a ação: derrotar Set antes do solstício de primavera, quando o caos é maior que o bem! Outro ponto muito bom, é em relação ao modo como o autor conseguiu lidar bem com a mitologia egípcia, tornando-a encantadora. Acredito, que como eu, vários alunos que leram acharam que o livro possui um ritmo de perder o fôlego! Monstros, que antes só eram falados nas aulas de história na escola, passaram a ter vida própria na imaginação de quem lê, de fato, o autor brilhantemente conseguiu mesclar cenas de aventura e suspense com questões tão humanas quanto dilemas da adolescência e amores. Os alunos se identificando, torna-se mais fácil para o professor abrir novas possibilidades de um ensino diferente e mais prazeroso. Quem disse que é só ao alunos que gostam de uma boa narrativa com aventura, história e personagens totalmente envolventes e apaixonantes?




Um dos grandes pontos do livro está na narração, sem dúvida. O autor possui ideias geniais. O livro é escrito na forma de transcrição de uma fita de áudio, supostamente gravada pelos irmãos Kane. A História que contada pelos dois irmãos é revesada. Ora um capítulo é contado por Sadie, ora por Carter, sem deixar de lado as fraternas alfinetadas entre um e outro.  A interação entre os dois é muito atual, (vemos isso quase todos os dias em nossas famílias), o instinto fraternal, o jeito como eles se gostam mesmo se odiando, é muito legal.




"Não acho interessante comparar obras, acho correto tirar o melhor de cada obra. Às vezes, quando a necessidade obriga, comparamos uma e outra para completá-las, nunca para diminuir uma perante outra."






INDICAÇÕES PARA   UMA BOA LEITURA
  O filme é uma adaptação do livro A Vida de Pi, porém este livro é acusado de plágio pelo jornal britânico The Guardian. O motivo? Existe um livro nacional chamado Max e Os Felinos, obra de Moacyr Scliar lançado em 1980 e traduzida na terra da rainha em 1990. E pra melhorar situação o Yann Martel, escritor canadense e autor da obra Life of Pi, foi o grande vencedor do prêmio Booker Prize, um dos maiores prêmio literários da língua inglesa.O escritor foi procurado para falar sobre o assunto e isso você confere em vídeo aqui.
  

Imagine um misto de psicanálise, filosofia e suspense em um único livro. Só poderia sair um livro genial. Para vários leitores OS DEMÔNIOS DE DEUS de Alexander Makenzie, é uma trama bombástica e inteligente, sendo assim, uma leitura indispensável.
Segundo meu colega Pedro (http://www.skoob.com.br/643614-pedro) intitulando sua resenha como MENTIRAS VERDADEIRAS, a trama "parece" começar de forma morna. Os encontros e as sessões de terapia dominam a primeira parte do romance. A cada conversa as declarações de Deus são alucinantes. Capítulo a capítulo todas as verdades que tínhamos, são desmoronadas, sobre fé, religião, cristianismo. A história é nem de longe parecida com a cabana. O autor tem um sólido conhecimento de filosofia e teologia além de psicologia. Por outro lado, a trama entre Petra e seu amante é muito bem armada. Amei e fiquei com raiva de jane ao mesmo tempo. sem dúvida a cena do motel causa um dos momentos de maior tensão, além da cena da conversa no asilo com o doente: Nicholas.   
Foquei uma semana digerindo tanta informação que os Demônios de Deus oferece. Sem contar as conversas na sela da prisão... são de tirar o fôlego! Os 10 capítulos finais, então, são tão cativantes e cheios de ação que li mais de 40 páginas sem parar! Não conseguia fechar !!! Rachel Cohen é uma personagem fenomenal ... me apaixonei por ela. mal vejo a hora da continuação "Las Vegas: o esconderijo de Deus" sair. Há muito tempo não lia um livro tão maduro e bem estruturado. Não é um livro pra quem está acostumado a superficialidade de histórias fúteis comerciais. É um livro para "gente grande"!

MÉDICO DE HOMENS E DE ALMAS

A  Bíblia apresenta São Lucas como o médico de coração generoso, bem instruído e autor de um dos Evangelhos e do Livro de Atos. lendas antigas o descrevem como uma pessoa fora do comum,a quem são atribuídos milagres e prodígios antes mesmo de sua conversão ao cristianismo. Em MÉDICOS DE HOMENS E DE ALMAS, Taylor Caldwell combina estas duas imagens de um dos homens mais importantes da Igreja cristã primitiva, caracterizado pela  constante preocupação com o sofrimento de enfermos oprimidos e pobres. A autora pesquisou a vida e as obras de Lucas durante anos e as descreve de forma romanceada num livro rico em detalhes históricos e de narrativa emocionante.
Único Apóstolo que não conheceu jesus Cristo. Lucano era filho de escravos libertos e protegido de um grande soldado romano, que pagou seus estudos em Alexandria, para que se tornasse médico. Aos 10 anos de idade que ouve falar em Jesus Cristo pela 1ª vez, quando vê a estrela que chegou para anunciar o Messias, entretanto Lucano passa um grande período da sua vida brigado com Deus, acreditando que este somente trazia tristeza, pois perdera o grande amor de sua vida sem nada poder fazer para salvá-la. Como seu protetor casou com sua mãe, Lucano tornou-se seu herdeiro e por isso um homem muito rico, mas apesar disto escolhe uma vida de pobreza e peregrinação. Dedicando-se a arte de curar as pessoas, e fazendo vários milagres para aliviar o sofrimento dos doentes. Lucas volta a acreditar em Jesus quando encontra o filho de um paciente que havia desaparecido quando tinha 02 anos de idade, e desde então começa a escrever seu Evangelho sem nunca o ter visto, indo para isto, atrás das pessoas que o conheceram, inclusive a Virgem Maria. é Uma história fascinante, de um homem de verdade que amou muito e sofreu muito, teve muitas dúvidas e finalmente a certeza absoluta da fé.  

O ARQUITETO DO ESQUECIMENTO

Eu nem sei o que dizer. Terminei o livro e foi impossível conter as lágrimas. Fiquei muito emocionada. O desencontro de pessoas queridas em consequência da guerra. O amor pela família, as lutas, os sofrimentos… Nossa, como isso me tocou! É uma obra MARAVILHOSA!
Escrever histórias, livros, muitos podem fazer isso, mas emocionar e fazer os leitores vivenciarem cada cena e cada um dos seus personagens a ponto de mexer com os sentimentos, isto é uma façanha para poucos e Marcos Bulzara pode se incluir nessa segunda opção. Foi um dos melhores livros que eu li na minha vida! REGIANE C. S. Sem dúvida uma das melhores obras da literatura nacional que já li.  Uma narrativa que vai da década de 30, no período anterior ao da Segunda Guerra Mundial, até o ano de 2038, mostrando detalhes da vida de pessoas que passaram pelos horrores dos campos de concentração nazistas e que mais tarde reaprenderam a viver.
  O texto nos traz lições de vida e mostra o quanto somos pequenos diante de certos acontecimentos que surgem em nossas vidas e mudam o rumo de tudo. Pessoas próximas saem de nosso convívio para, talvez, nunca mais voltar. Mas elas estão com a gente o tempo todo, instintivamente nos guiando e mostrando que a vida é bem mais que uma simples brincadeira de criança, uma namoro de adolescência, um primeiro emprego, um diploma. 
O personagem principal, Doran, é emblemático e carrega consigo uma emoção fortíssima, que transcende as páginas e toma conta do leitor. Vivemos com ele as angústias página por página.
Aquela faixa amarela lá no topo esquerdo superior da capa não é exagero: BEST SELLER.
MARCIO VINICIUS SCHEIBLER
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AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO CÉU
Um livro espetacular. A história parece ser bem simples, porém nos ilude um pouco por sua deliciosa complexidade,uma história repleta de ramificações, com fatos e personagens que se interligam durante todo o livro.
Começa anunciando na primeira linha a morte do personagem principal. O leitor começa a ler a história já esperando o fatídico momento.
A história de Eddie não é narrada em ordem cronológica. O leitor passa a conhecê-lo através de flashbacks e lembranças que são expostas conforme ele vai passando para as novas “fases” no céu. Apesar de o livro ser dividido por capítulo, existe também diversas outras divisórias entre as lembranças e momentos que acontecem paralelamente ao período dele no céu.
Eddie é frustrado. Através de seu passado conhecemos todos os planos que ele tinha na juventude, suas metas, seus sonhos, mas, com o tempo (e após um ferimento adquirido na guerra), ele permaneceu exatamente onde menos queria estar: no parque de diversões Ruby Píer, num emprego herdado por seu pai.
Todas as etapas que Eddie passa no céu são exatamente para mudar a seu desgosto por toda uma vida frustrada. A história mostra toda uma cadeia de ligações entre pessoas que, a cada atitude de Eddie tomada através dos anos, resultaram em conseqüências a pessoas que algumas vezes ele nem chegou a conhecer.
O final é maravilhoso. Faz chorar de verdade! É uma lição de vida, especialmente para aqueles que se sentem frustrados e inúteis às vezes. Vai abrir seus olhos! Faz o leitor realmente avaliar o significado de sua vida na Terra.
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Existem pessoas na vida que passam pela vida da gente e deixam lições, marcas... que as tornam especiais às vezes por nos mostrar o caminho certo, outras vezes por nos conduzir a determinado caminhar, servindo também como exemplo pela admiração e respeito que se nos apresentam. Por vezes nos chegou através do carinho, da paciência ou até mesmo da sabedoria, e foi-nos de uma importância ímpar. Pode ter sido um amigo, um tio, um avô, um professor... essa pessoa, certamente mais velha que, em uma época de inquietudes e inseguranças, quando éramos jovens adolescentes.

No livro o protagonista Mitch Albom encontrou esta pessoas em seu professor de universidade Morrie Schwartz, o qual reencontrou depois de 20 anos vitimado por uma doença degenerativa em estado avançado.
Após restabelecerem o contato e a afeição, Mitch inicia suas visitas ao amigo e admirado professor uma vez por semana (todas as terças-feiras,) numa tentativa de consumir seus últimos e ricos ensinamentos.
Foram 14 encontros onde surgiam temas de fundamental importância para a fecilidade e realização humana. A cada encontro em que Morrie deixava seu coração falar Mith gravava as histórias, conversas e reflexões que originou este livro. Um livro repleto de reflexões sobre felicidade, amor, amizade, medo, perdão e morte. Este livro foi o último desejo de Morrie e sua última grande lição: deixar uma profunda mensagem sobre o sentido da vida. Transmitida com o esmero de um aluno dedicado, essa comovente história real é uma verdadeira dádiva para o mundo.
Em “A Última Grande Lição,” pela Editora Sextante, acompanhamos a trajetória real de Mitch Albom e Morrie Schwartz, aluno e professor, que se reencontram após vinte anos, quando a saúde de Morrie já se apresenta em estágio avançado de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença incurável, que atinge o sistema nervoso.  Mitch, após descobrir que Morrie fizera uma entrevista a um programa televisivo, apresentando sua doença, decide procurá-lo e daí em diante passa a frequentar a casa de seu velho e bom professor universitário, a quem o chamava de “treinador.” As visitam davam-se toda terça-feira. Cada dia era uma aula diferente! 
Não havia notas, mas havia exames orais toda semana. O professor fazia perguntas, e o aluno também podia perguntar. O aluno devia também praticar atividades físicas de vez em quando, tais como colocar a cabeça do professor em posição confortável no travesseiro ou ajeitar os óculos dele no cavalete do nariz. Beijar o professor antes de sair contava ponto. (p.15) 
Esses encontros não se tratavam apenas de meras visitas, mas de preciosos ensinamentos para se achar um sentido à vida. Morrie, de forma simples, engraçada e emocionante aborda suas experiências, discute sobre a doença, que cada dia mais o consome. Ele não se queixa e muito menos se deixa abater. Deseja aproveitar cada dia, amando intensamente e preparar-se para a morte, o ponto que seu aluno não consegue compreender. Pensei nas muitas pessoas que conheço que passam muitas horas úteis do dia lamentando-se da sorte. Como seria bom se pudéssemos estabelecer um limite diário às lamúrias. Só uns poucos minutos de lágrimas e pronto. Enfrentar o dia. [...] (p. 45-46)  “A Última Grande Lição” é considerado, segundo o autor, a tese final da dupla de “terça-feirinos,” que nos permite refletir acerca das dificuldades e daquilo de bom que podemos extrair delas, da importância da família, do amor e perdão, do medo de envelhecer e da morte. Uma leitura simples, rápida e ao mesmo tempo prazerosa. 
A última grande lição é o segundo livro que leio do autor Mitch Albom, e acredito que seja o tipo de livro que precisamos ter sempre ao nosso alcance!Mitch relata maravilhosamente no livro os últimos dias de vida do seu querido e admirado professor. Ás terças-feiras, ele visitava fielmente Morrie, com quem tinha conversas preciosas – sobre a vida.
Morrie descobriu ser portador de uma doença rara e fatal Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que degenerou seu corpo lentamente, levando-o a morte em meses. Mesmo com triste a realidade que vivia, ele nunca se deixou abater.Talvez, seja isso que impulsione tanto as pessoas a gostarem muito do livro.  Morrie, era um homem muito sábio, era um tipo de pessoa que sabia o dizer e tinha muito a nos ensinar.
 “Deixe o amor vir. Pensamos que não merecemos amor; pensamos que, se nos abrirmos a ele, nos enfraquecemos. Mas um sábio chamado Levine disse a palavra certa: ‘O amor é o único ato racional”.
O livro é muito emocionante, a cada trecho que lemos é como se tomássemos um puxão de orelha carinhoso. Percebemos com o livro que temos muito mais a agradecer, do que reclamar.
“A vida é uma série de puxões para frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra.
Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não. “Aceitamos certas coisas como inquestionáveis, mesmo sabendo que não devemos aceitar nada como absoluto.”
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Hesba StrettonEditora Dracaena152 páginas

Como encontrar a fé quando a vida insiste em lhe mostrar o contrário? Pode a crueldade da vida acabar com a inocência de uma criança?
A Primeira oração de Jéssica é uma história de superação, amor e perdão que tem encantado milhões de leitores por todo o mundo desde sua primeira edição.
Nesta obra, vocês conhecerão Jéssica, uma menina que nunca conheceu momentos de alegria. Abandonada pela mãe alcoólatra e vivendo na rua, descobre um novo  significado para sua vida quando conhece o Sr. Daniel, dono de uma cafeteria. Essa amizade irá unir e mudar duas histórias completamente distintas, conduzindo eles e os leitores à uma jornada direta para o verdadeiro amor através de Deus, da oração e das ações que transformam todos a sua volta.

Uma leitura pura e cheia de graça. Um livro para pais e filhos. Uma mensagem que será levada para toda a vida. Preparem-se para escutar em suas almas esta oração.

Uma história pequena, emocionante e cativante. A protagonista, a pequena  Jéssica aparece como uma criança pobre de posses, mas com um espírito rico e sensível. Nos dias atuais nos deparamos quase que frequentemente com diversas "Jéssicas", quando vemos, principalmente em grandes centros de metrópoles pessoas que passam por nós, e que  muitas vezes ignoramos, e em outras vezes nos levam a um questionamento acerca de nossos valores e crenças, fazendo-nos perceber que muitas vezes falamos o que não vivemos, nos envergando pro lado errado.
A história nos mostra a realidade interior do ser humano quando da sua escolha religiosa, que em boa parte das vezes dizemos ser cristão e não vivemos o cristianismo. Falamos em fé e nem sempre vivemos esta fé. Outro ponto importante é o valor de uma verdadeira amizade, o que ela pode fazer conosco e o que nós podemos fazer em nome de uma amizade, além do mais importante, é descobrir que nem sempre deixamos a uma janelinha do nosso coração aberta para receber novas amizades.
O valor do ser humano como pessoa com seus valores morais e não monetários e a preocupação, (hoje bem esquecida) do que Deus queria que fizéssemos em determinadas situações.
O reconhecimento do valor de uma mãe e seu possível resgate, algo difícil nos dias de hoje de ser vivido, mas as oportunidades de vivenciá-lo está gritante atualmente pra os jovens, não só filhos como também os pais.
O livro nos mostra ainda a Fó como base fortificante e elucidativa para que possamos acreditar e seguir em frente sempre que o desespero bater em nossa porta e sendo a melhor solução para o mal que possivelmente venha tentar nos afligir.
Esta fé nos vem de onde menos esperamos (muitas vezes), vem através de uma pessoa mais sofrida e doente que se nos apresenta cheia de carinho e esperança, em ações de bondade, em atos de coragem.
a história nos mostra que através de uma simplicidade ímpar a menina Jéssica muda a vida dos personagens da história. Em seus momentos de oração, carregados de simplicidade e intensa emoção, faz com que os personagens modifiquem sua forma de pensar e consequentemente viver. O Sr. Daniel achando-se muito religioso, descobre o grande impasse de sua vida, dizer-se religioso mas não viver sua religiosidade. Na busca da valorização de bens materiais, aprendeu com a convivência com Jéssica o significado de valores morais e espirituais percebendo seus real distanciamento de Deus e dos ensinamentos de Jesus.
Uma história emocionante de uma criança com atitudes abnegadas e de muita coragem que com certeza tocará o coração ficando na memória o seus ensinamentos e Fé. 



Nos encontramos, por vezes, longe de ser a pessoa mais agradecida do mundo. Vira e mexe estamos fazendo algum tipo de reclamação por esse ou aquele motivo. Coisas sem tanta importância. Porém o bastante para fazer aflorar o espírito reclamador que habita em nós. 
   Exageros à parte, muita gente conhece o Pe. José Alves de Oliveira que agora dia 21 de dezembro (próxima quarta) estará completando mais uma primavera, e recebendo o titulo (mais do que merecido) de MONSENHOR. Quem conhece sabe que ele é uma pessoa extremamente positiva e que vive agradecendo cada minuto de sua vida e que, vê a vida como uma sucessão de milagres, que o próprio fato de existir já é um milagre. 
Porém, se você às vezes se pega reclamando da vida por qualquer motivo como, lhe convido a fazer algo que tenho feito nos últimos tempos e que tem sortido efeito comigo, e que aprendi com ele.
     De uns tempos para cá tenho prestado mais atenção nas pessoas com as quais cruzo na rua. É claro que a maioria é feita de pessoas, digamos, normais. Pessoas que têm corpos aparentemente perfeitos, são até bonitas, bem vestidas, que andam apressadamente ou não, que falam, que riem, que sabem para onde estão indo ou pelo menos assim acreditam. 
     Por outro lado, há também aquelas que apresentam a outra face da moeda. São aquelas que estão em cadeiras de roda, os cegos, mudos e surdos, os que andam com dificuldades, enfim uma gama de pessoas que num olhar apressado e até, por que não dizer, preconceituoso teriam motivo de sobra para ficarem em casa reclamando da vida e que, ao contrário disso, lutam pelo direito de sair às ruas na busca pelo seu pão de cada dia ou simplesmente pelo direito de existir, de fazer parte deste mundo e influir nele. Nadando contra a maré, elas saem de suas casas todos os dias e enfrentam calçadas irrelugares, ônibus que não são adaptados para elas, escadas ( e como existem escadas, meu Deus!) , elevadores quebrados, sinais de trânsito que as ignoram (não existem sinais de trânsito sonoros, por exemplo. Eles seriam de grande utilidade para os deficientes visuais), ruas movimentadas. gente mal educada e um número sem fim de impecílios.
     Pessoalmente, conheço poucas pessoas que vivem esse tipo de situação, porém, me considero amiga de todas as que encontro pelo caminho. Tenho por todos uma grande admiração. Toda vez que cruzo com um cadeirante, um deficiente visual ou qualquer outra pessoa portadora de necessidades especiais fico imaginando o esforço que ele teve que fazer para sair de sua casa e estar ali participando da construção da vida em sociedade. Assim, passo a me perguntar: - Do que é que eu estou reclamando? A resposta vem redondinha: - De nada. De barriga cheia, para ser bem exata. E isso faz com que eu me sinta fortalecida e mais agradecida. Cada uma dessas pessoas são um exemplo e um estímulo para que eu siga minha vida sem me abater e sem achar que pequenas dificuldades possam me deixar caído à beira do caminho. O exemplo delas me impulsiona a continuar seguindo em frente.
E a este Monsenhor que muito me ajuda e me ensina a cada dia, obrigado pela lição de vida.
E atendendo a pedidos, podem deixar sua mensagem de parabéns e/ou agradecimento pra ele nesta sua passagem natalícia, ou o que quiser, pois será entregue todas as mensagens no dia 21.
Grande beijo. 
Obrigada a todos.
SUA MENSAGEM SERÁ ENTREGUE EM MÃOS
SOMENTE ATÉ ÀS 17:00 DO DIA 21/12
Para Refletir...
Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta. O homem ficou triste, pois não entendeu por que o seu pedido veio errado. Daí pensou: Também, com tanta gente para atender... e resolveu não questionar. Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido. Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores e a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta. Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado. Se você pediu uma coisa a Deus e recebeu outra, confie, tenha certeza de que Ele dá o que você precisa, no momento certo. Nem sempre o que você deseja é o que você precisa. Como Ele nunca erra na entrega dos pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar. O espinho de hoje será a flor de amanhã!
Legrand
Convite para Palestra Online Gratuita com Ivo Maioli


Olá este é um convite para você participar da palestra online gratuita "A Importância da Autoestima". 
Quarta-feira -  9 de novembro, as 20 horas
O evento é organizado pelo Portal Momento de Sabedoria e acontecerá na Sala de Conferências Online do Portal. 
A palestra será proferida pelo palestrante IVO MAIOLI, terá  duração de 45 minutos. No final será aberto o chat para perguntas e a participação dos presentes.

Como participar
Para acessar a Sala de conferências, entre no Portal Momento de Sabedoria:
http://www.ivomaioli.com.br - e clique no link da Palestra Online.
PENSE E REFLITA
VALORIZE A VIDA!!
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A ASSOCIAÇÃO DOS SURDOS DO CARIRI HOMENAGEIA OS SURDOS DE TODO O PAÍS.  (DIA 26 ) NA TV VERDES MARES - SÔNIA SALES (SURDA) E SORAYA MENDES (INTÉRPRETE). MEIO DIA - JORNAL VERDES MARES
EXPOANIME CARIRI
Olha só quem tava curtindo e abrilhantando o evento
Super SIMPATIA
Pra quem não sabe Hermes Baroli é um ator e dublador brasileiro. Filho dos atores Gilberto Baroli e Zodja Pereira, seguiu a profissão dos pais, e irmão de Leticia Quinto e Luciana Baroli. Participou de inúmeras montagens, comerciais de TV e cinema e também teve uma participação especial nas telenovelas Kubanacan e Ciranda de Pedra, ambas da TV Globo, em julho de 2003 e agosto de 2008. Cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP). Foi coordenador do estúdio Lipsync versão sonora e atualmente é coordenador do curso de especialização em dublagem do estúdio Dubrasil Central de Dublagens, do qual é socio. Ao contrário do que alguns pensam, seu sobrenome correto é Baroli, com apenas um "L". Um dos seus trabalhos mais marcantes foi a dublagem do personagem Seiya de Pégaso, em Cavaleiros do Zodíaco. Em quase todos os seriados japoneses, ele trabalha com seu pai, interpretando personagens antagônicos (Seiya e Saga, por exemplo). Nos primeiros anos da década de 2000 teve passagem pela dublagem carioca, dublando personagens como o Ciclope de X-Men Evolution.
Uma das principais características deste "carinha" é a simplicidade envolvente de ser humano, o grande amor pela profissão e a explícita admiração pelo seu maior ídolo: seu PAI o Sr. GILBERTO.  Mais uma vez a união e o respeito mostrando como surge e perdura uma excelência profissional. Parabéns ao profissionalismo destes artistas. 
O Blog agradece de coração. Grande bjo Baroli!!!

Curtam algumas fotos desta IV EXPOANIME CARIRI.
CURSO DE LIBRAS
A Associação dos Surdos do Cariri,   
Apostila do Curso de LIBRAS
BÁSICO I
vem     apresentar   o   Curso   de  Libras–Básico I,   referente    a comunicação com pessoas surdas da região do Cariri para o Brasil. Em consonância com a lei 10.436 de abril de 2002 (que oficializou a Libras como Língua de Sinais Brasileira) e regulamentação no decreto 5.626  de dezembro de 2005, este último trazendo em seu artigo parágrafo 26:  A garantia de 5% dos funcionários saibam se comunicar em libras com pessoas surdas para empresas concessionárias de serviços públicos.
A Associação dos Surdos do Cariri vem  propor o inicio de um trabalho de ensino e instrução dessa Língua para a população. Com um custo mensal de R$ 40,00 no período de 6 meses com carga horária de 120h.
Endereço do Curso: Travessa São José, 32 A
Bairro Salgadinho - Juazeiro do Norte Informaçôes: Soraya Almeida                     (88) 9916 9713
Nesta obra, vocês conhecerão Jéssica, uma menina que nunca conheceu momentos de alegria. Abandonada pela mãe alcoólatra e vivendo na rua, descobre um novo  significado para sua vida quando conhece o Sr. Daniel, dono de uma cafeteria. Essa amizade irá unir e mudar duas histórias completamente distintas, conduzindo eles e os leitores à uma jornada direta para o verdadeiro amor através de Deus, da oração e das ações que transformam todos a sua volta.
Uma leitura pura e cheia de graça. Um livro para pais e filhos. Uma mensagem que será levada para toda a vida. Preparem-se para escutar em suas almas esta oração.
Um livro com uma história curta, singela e emocionante. Podemos identificar Jéssica nas pessoas que aparecem em nossas vidas que nos fazem questionar sobre nossas crenças, notando o quanto estamos nos afastando do bom caminho. Pessoas que surgem e nos mostram através de atos, o quanto podemos ser bons e que tudo é aprendizado para o que enfrentaremos futuramente.
A história nos faz pensar em nossa religiosidade, se realmente temos fé naquilo que acreditamos. Sempre acreditei que independente da religião, o ser humano precisa acreditar em algo para suportar as provas da vida. Diante do nosso desespero nas provas que a vida nos apresenta, acabamos nos esquecendo da fé que pode nos fortalecer e encontrar a solução para aquilo que nos aflige. Muitas vezes, a fé vem através de uma pessoa que nos toca com suas ações de bondade.
Através de sua simplicidade, Jéssica muda a vida dos personagens da história. Em suas orações feitas de forma simples e de intensa emoção, leva os personagens a modificar sua forma de viver. Sr. Daniel mostrava que era uma pessoa religiosa, mas pouco se importava com isso. Devido às adversidades da vida, Sr. Daniel procurava economizar todos os centavos para conseguir uma moradia com conforto e segura. A convivência com Jéssica faz com que ele perceba o quanto está distante de Deus, que o dinheiro é bom, mas que não se deve deixar ser dominado por ele.



Difícil não se emocionar com as atitudes abnegadas e de extrema coragem de Jéssica. História que ficará na memória de todos com seus ensinamentos.




Nos encontramos, por vezes, longe de ser a pessoa mais agradecida do mundo. Vira e mexe estamos fazendo algum tipo de reclamação por esse ou aquele motivo. Coisas sem tanta importância. Porém o bastante para fazer aflorar o espírito reclamador que habita em nós. 
   Exageros à parte, muita gente conhece o Pe. José Alves de Oliveira que agora dia 21 de dezembro (próxima quarta) estará completando mais uma primavera, e recebendo o titulo (mais do que merecido) de MONSENHOR. Quem conhece sabe que ele é uma pessoa extremamente positiva e que vive agradecendo cada minuto de sua vida e que, vê a vida como uma sucessão de milagres, que o próprio fato de existir já é um milagre. 
Porém, se você às vezes se pega reclamando da vida por qualquer motivo como, lhe convido a fazer algo que tenho feito nos últimos tempos e que tem sortido efeito comigo, e que aprendi com ele.
     De uns tempos para cá tenho prestado mais atenção nas pessoas com as quais cruzo na rua. É claro que a maioria é feita de pessoas, digamos, normais. Pessoas que têm corpos aparentemente perfeitos, são até bonitas, bem vestidas, que andam apressadamente ou não, que falam, que riem, que sabem para onde estão indo ou pelo menos assim acreditam. 
     Por outro lado, há também aquelas que apresentam a outra face da moeda. São aquelas que estão em cadeiras de roda, os cegos, mudos e surdos, os que andam com dificuldades, enfim uma gama de pessoas que num olhar apressado e até, por que não dizer, preconceituoso teriam motivo de sobra para ficarem em casa reclamando da vida e que, ao contrário disso, lutam pelo direito de sair às ruas na busca pelo seu pão de cada dia ou simplesmente pelo direito de existir, de fazer parte deste mundo e influir nele. Nadando contra a maré, elas saem de suas casas todos os dias e enfrentam calçadas irrelugares, ônibus que não são adaptados para elas, escadas ( e como existem escadas, meu Deus!) , elevadores quebrados, sinais de trânsito que as ignoram (não existem sinais de trânsito sonoros, por exemplo. Eles seriam de grande utilidade para os deficientes visuais), ruas movimentadas. gente mal educada e um número sem fim de impecílios.
     Pessoalmente, conheço poucas pessoas que vivem esse tipo de situação, porém, me considero amiga de todas as que encontro pelo caminho. Tenho por todos uma grande admiração. Toda vez que cruzo com um cadeirante, um deficiente visual ou qualquer outra pessoa portadora de necessidades especiais fico imaginando o esforço que ele teve que fazer para sair de sua casa e estar ali participando da construção da vida em sociedade. Assim, passo a me perguntar: - Do que é que eu estou reclamando? A resposta vem redondinha: - De nada. De barriga cheia, para ser bem exata. E isso faz com que eu me sinta fortalecida e mais agradecida. Cada uma dessas pessoas são um exemplo e um estímulo para que eu siga minha vida sem me abater e sem achar que pequenas dificuldades possam me deixar caído à beira do caminho. O exemplo delas me impulsiona a continuar seguindo em frente.
E a este Monsenhor que muito me ajuda e me ensina a cada dia, obrigado pela lição de vida.
E atendendo a pedidos, podem deixar sua mensagem de parabéns e/ou agradecimento pra ele nesta sua passagem natalícia, ou o que quiser, pois será entregue todas as mensagens no dia 21.
Grande beijo. 
Obrigada a todos.
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Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta. O homem ficou triste, pois não entendeu por que o seu pedido veio errado. Daí pensou: Também, com tanta gente para atender... e resolveu não questionar. Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido. Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores e a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta. Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado. Se você pediu uma coisa a Deus e recebeu outra, confie, tenha certeza de que Ele dá o que você precisa, no momento certo. Nem sempre o que você deseja é o que você precisa. Como Ele nunca erra na entrega dos pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar. O espinho de hoje será a flor de amanhã!
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Quarta-feira -  9 de novembro, as 20 horas
O evento é organizado pelo Portal Momento de Sabedoria e acontecerá na Sala de Conferências Online do Portal. 
A palestra será proferida pelo palestrante IVO MAIOLI, terá  duração de 45 minutos. No final será aberto o chat para perguntas e a participação dos presentes.

Como participar
Para acessar a Sala de conferências, entre no Portal Momento de Sabedoria:
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VALORIZE A VIDA!!
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A ASSOCIAÇÃO DOS SURDOS DO CARIRI HOMENAGEIA OS SURDOS DE TODO O PAÍS.  (DIA 26 ) NA TV VERDES MARES - SÔNIA SALES (SURDA) E SORAYA MENDES (INTÉRPRETE). MEIO DIA - JORNAL VERDES MARES
EXPOANIME CARIRI
Olha só quem tava curtindo e abrilhantando o evento
Super SIMPATIA
Pra quem não sabe Hermes Baroli é um ator e dublador brasileiro. Filho dos atores Gilberto Baroli e Zodja Pereira, seguiu a profissão dos pais, e irmão de Leticia Quinto e Luciana Baroli. Participou de inúmeras montagens, comerciais de TV e cinema e também teve uma participação especial nas telenovelas Kubanacan e Ciranda de Pedra, ambas da TV Globo, em julho de 2003 e agosto de 2008. Cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP). Foi coordenador do estúdio Lipsync versão sonora e atualmente é coordenador do curso de especialização em dublagem do estúdio Dubrasil Central de Dublagens, do qual é socio. Ao contrário do que alguns pensam, seu sobrenome correto é Baroli, com apenas um "L". Um dos seus trabalhos mais marcantes foi a dublagem do personagem Seiya de Pégaso, em Cavaleiros do Zodíaco. Em quase todos os seriados japoneses, ele trabalha com seu pai, interpretando personagens antagônicos (Seiya e Saga, por exemplo). Nos primeiros anos da década de 2000 teve passagem pela dublagem carioca, dublando personagens como o Ciclope de X-Men Evolution.
Uma das principais características deste "carinha" é a simplicidade envolvente de ser humano, o grande amor pela profissão e a explícita admiração pelo seu maior ídolo: seu PAI o Sr. GILBERTO.  Mais uma vez a união e o respeito mostrando como surge e perdura uma excelência profissional. Parabéns ao profissionalismo destes artistas. 
O Blog agradece de coração. Grande bjo Baroli!!!

Curtam algumas fotos desta IV EXPOANIME CARIRI.

CURSO DE LIBRAS
A Associação dos Surdos do Cariri,   
Apostila do Curso de LIBRAS
BÁSICO I
vem     apresentar   o   Curso   de  Libras–Básico I,   referente    a comunicação com pessoas surdas da região do Cariri para o Brasil. Em consonância com a lei 10.436 de abril de 2002 (que oficializou a Libras como Língua de Sinais Brasileira) e regulamentação no decreto 5.626  de dezembro de 2005, este último trazendo em seu artigo parágrafo 26:  A garantia de 5% dos funcionários saibam se comunicar em libras com pessoas surdas para empresas concessionárias de serviços públicos.
A Associação dos Surdos do Cariri vem  propor o inicio de um trabalho de ensino e instrução dessa Língua para a população. Com um custo mensal de R$ 40,00 no período de 6 meses com carga horária de 120h.
Endereço do Curso: Travessa São José, 32 A
Bairro Salgadinho - Juazeiro do Norte Informaçôes: Soraya Almeida                     (88) 9916 9713

2 comentários:

  1. Heeey !
    Aqui esta tudo muito bonito como sempre hein, Parabens \õ
    e voce ganhou um meme, vem buscar !
    http://tenerdificando.blogspot.com.br/2013/02/memeselinho-2013-literario.html

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